Começar novamente part 3

Mudar-se sozinho é uma coisa, mas em família é um ET bem diferente. Algumas pessoas têm me perguntado o modelo de visto que estou indo, então lá vai!

Estudei a melhor forma de irmos em família, para que pudéssemos estar seguros e também pudéssemos trabalhar. 

Acabei contratando uma assessoria local em Orlando, para fazermos o processo legal da melhor forma possível. Quem deseja fazer o mesmo sugiro procurar uma empresa idônea como eu fiz. Posso indicar se quiserem. 

O modelo que melhor nos atendia foi o visto L1A. Esse modelo de visto funciona bem para quem tem empresa no Brasil. Uma espécie de filial da empresa nos EUA. Esse modelo de visto é conhecido como fácil de fazer e difícil de manter, e por quê?

Após 1 ano terei que atender a vários requisitos. A coisa funciona assim: Se conseguir atender a todos os requisitos, renova-se por mais 3 anos. Caso contrário, se for negado, recebe-se um convite para deixar o país em 30 dias. 

No momento estamos montando toda documentação para à aplicação. 

Um Business Plan específico da empresa americana para ser apresentado ao governo está em produção. Todos o requisitos normais de um BP e alguns itens específicos. Para isso também contratei um especialista. Um BP bem feito ajuda a modelar o negócio, definindo metas etc. 

A minha filial americana irá atuar como licenciada de uma outra companhia, juntamente com os serviços que já estamos acostumados a fazer. Esse modelo definido será relevante para atender aos requisitos, viabilizando a implementação dos negócios e lucros. 

O visto L1A atende toda a minha família. 

Estou ansioso para começar a entender as dificuldades e possibilidades na operação da empresa em si. Adoro esse sentimento do novo, do diferente.

Algumas boas surpresas desse início foram o apoio que tive dos parceiros americanos e de conseguir abrir a empresa em apenas 8 dias, com todos os registros. 

Para quem sempre conviveu com prazos de 2 a 6 meses para conseguir abrir uma empresa no Brasil eu fiquei bem feliz. 

Minha agenda de tarefas não acaba nunca. Tenho que fazer ainda o registo da marca, site, alugar casa, local para empresa, contratar funcionários, compra de móveis e equipamentos para empresa etc etc etc. 

Estou muito empolgado com as possibilidade. Assim que evoluirmos uma pouco mais, postarei aqui. 

Começar novamente part 2

Quanto custa recomeçar aos 51? Tenho pensando sobre isso. 

“Usarei minha força de trabalho para cavar com as próprias mãos.”

Muitas vezes falei para os jovens das startups que eles precisam trabalhar sozinhos e encontrar o caminho sozinhos, que ninguém irá ajudá-los nesse momento, que terão que cavar sozinhos até encontrar algo que valha a pena compartilhar. Eles precisam construir o seu próprio mapa do tesouro e é esse o momento que me encontro aos 51 anos. 

Claro que minhas experiências servirão para buscar alternativas, mas não me engano, terei que colocar a mão na massa mesmo. Terei que cavar eu mesmo e fazer meu próprio mapa. 

Mas uma vez, quanto custa recomeçar aos 51?

Primeiro, um plano. 

Como encontrar os parceiros certos e quanto isso irá me custar? Ontem mesmo fiz um acordo que vai custar muito caro a minha empresa. Esse acordo está sendo feito por uma razão objetiva. Tenho que pagar para aprender. O preço? O necessário para acelerar o processo de erros x acertos. Errar rápido, corrigir, testar e aprender. Repetir isso até a exaustão. Até que eu consiga modelar o negócio da forma que quero. 

Seria como se eu desejasse montar uma loja e, sem experiência, decidi comprar uma franquia. Uma franquia tem modelos testados que aceleram o aprendizado, mas depois de uns anos e com a experiência você começa a entender o quanto pagou para aprender. Eu acho que vale cada centavo. 

Então me associar a quem fez para ter orientação será um desafio para mim aos 51. Sempre fui o comandante e agora me tornei um aprendiz. Há de se ter humildade para começar de novo. Não há receita de bolo para os negócios. Então decidi encontrar um bom mestre, um bom “chef”. 

Claro que preservando minha autonomia para errar. Não abro mão disso.

Quero fazer isso e minha motivação não tem a ver com dinheiro. É um desejo profundo e antigo de fazer negócio em outro país, com novas regras e jogadores que nunca sentei à mesa. 

Onde minha experiência irá me ajudar?  

Começar de novo

Tenho vivido uma grande mudança na minha vida a partir de uma decisão de família. 

Aos 51 anos recomeçar minha vida de empreendedor em outro país. 

Depois de tantos anos empreendendo no meu país, com uma empresa consolidada e reconhecida no mercado, eu mesmo sendo reconhecido pelos meus clientes como um parceiro estratégico importante, decidi mudar. 

Nos últimos anos tenho dedicado à compartilhar minha experiência em vários programas de mentoria para startups. 

Criei valor do nada, a partir de muito trabalho. Da sala da minha casa para a principal empresa no meu setor no país. 

Tenho combatido um bom combate com meus concorrentes e agradeço. 

Tenho aprendido muito com meus clientes, ouvindo sempre e me aperfeiçoando. 

Tenho aprendido muito com meus empregados, que muito me orgulham. São meus parceiros e sempre serão. Jamais teríamos o reconhecimento do mercado sem eles. 

Mas, tenho também estado desanimado com as direções do país, com o sentimento individualista do nosso povo. Precisamos superar isso para avançar. Devemos caminhar na direção da meritocracia a qualquer custo. Somente um novo modelo com essa característica será capaz que criar os empregos que o país precisa. Somente apoiando os empreendedores o país será conduzido ao primeiro mundo. 

Mas, meu sentimento é um tanto de gratidão e aperto no coração. 

Muitos falam porque não ficar e lutar!

Tudo que tenho feito nos últimos 30 anos foi lutar. Criei mais de 1000 empregos nas minhas empresas. Paguei muito dinheiro em impostos que não vi retorno algum. Meus empregados melhoraram de vida nesses ano graças aos esforços deles mesmos. Então, acho que cumpri meu papel. 

Quero compartilhar com os amigos e seguidores essa minha mudança e os avanços que me esperam. 

Confesso que estou com medo! Mudança, o desconhecido sempre trazem esse sentimento. Gosto disso!

Não tenho medo de sentir medo. Acho que ele me mantém ligado. 

Carrego comigo a experiência, mas também a certeza que não há fórmula mágica para fazer as coisas certas. Somente a crença! Acreditar no que está fazendo, fazer bem feito e rápido. Me sinto um privilegiado nesse momento da vida por sentir-me como um garoto começando seu primeiro negócio. 

Decidi escrever por duas razões, primeiro por razão egoísta. Aliviar meu coração e me expressar. Nada mais individualista e assumo. Portanto estou fazendo isso em primeiro lugar por mim mesmo. 

Segundo lugar, tenho certeza que mesmo sendo uma ação egoísta, vai ajudar muita gente que gostaria ou quer mudar de carreira. Está começando um negócio ou está passando pelas mesmas coisas que eu. 

Aguardem o próximo tempo

Produtividade x escravidão

Temos uma cultura no país de proteção, de apadrinhamento e informalidade. Podemos colocar a culpa na educação brasileira, podemos até mesmo colocar a culpa na colonização. Mas, o fato concreto é que a produção dos trabalhadores brasileiros se comparado aos trabalhadores americanos é de 4 para 1. No Brasil precisamos de 4 trabalhadores para produzir o que apenas 1 trabalhador americano produz.
Outro fator importante, são os empresários brasileiros que também não produzem como os de lá! Aqui, devido a cultura de proteção, se diz que: um finge que paga e outro finge que trabalha.
Não há meritocracia nas empresas, começando pelos executivos, seguindo até o chão de fabrica. Os executivos, mesmo sem cumprir metas, continuam em seus cargos e muitas vezes recebem bônus. Se premia a incompetência e falta de compromisso com a empresa. Nas outras camadas da empresa, se segue o mesmo modelo, onde cada qual tem seu jeito de fazer, desalinhado com as metas da empresa (quando se tem metas claras) e mesmo assim nada acontece.
As empresas estão adormecidas, inertes e colocam a culpa nas leis trabalhistas. Mais fácil claro! Porém, não investem nas pessoas, em conhecer quais são os desafios que cada qual gostaria de vencer e como a empresa poderia colaborar para isso. O grande segredo das empresas que duram, sempre esta na pessoas.
A fórmula são metas claras. Muita transparência quanto a isso. Segundo encontrar pessoas que entendam as metas e a visão da empresa. Pessoas que se encantem com isso. Uma vez que se encontra as pessoas certas, a meritocracia deve ser apresentada de forma clara. O apadrinhamento não pode fazer parte da cultura. Terceiro, as pessoas se motivam quando se sentem parte da solução. Assim, a possibilidade de ser sócio apoia a motivação e dedicação extra. E finalmente a cobrança. Regra simples e clara: Sem metas alcançadas todos perdem. Começando pelos executivos e seguindo a todas as camadas da empresa.
O ciclo de plano metas, associada a prêmios e bônus, possibilidade de sociedade, sempre através da meritocracia, torna a empresa inovadora e forte. A produtividade numa empresa assim, será sempre alta e produzindo resultados para todos na empresa.
Muitos dirão que trabalhar nessas empresas se torna escravo. Mas, quando todos alcançam seus objetos e sonhos, seja pessoal, financeiro ou Profissonal isso é balela.
Na verdade todos gostariam que suas empresas fossem assim, mas 95% das pessoas não ficariam 1 mês numa empresa que premia mais exige.
O Brasil precisa mudar nesse sentido se quiser competir de igual com outros países.

Sou ou não Sou Empreendedor

O debate proposto no evento CASE 2015 sobre o tema empreender com CNPJ ou não, me fez pensar como uma palavra tem força.

Uma vez José, sempre que ouvir essa PALAVRA você será impactado.

As pessoas adotaram a PALAVRA EMPREENDEDOR para si, assim como seus pais lhe deram seu próprio nome e ninguém poderá tirar.

Como brinquei com amigos sobre o tema e não deixei claro o que pensava, resolvi fazer essa reflexão.

Sempre acreditei que todo empreendedor pode ser um empresário se assim quiser, mais o inverso pode não ser verdadeiro.
Todo empreendedor pode ser um executivo se assim quiser, mas o inverso pode não ser verdadeiro.

Mas, enfim o que diferencia e o que caracteriza cada um?

A origem…..
O fato…..
O dicionário….

Se empreender é realizar e executar tarefas difíceis segundo o dicionário, então todos que executam tarefas difíceis são empreendedores?

Dessa forma todos os empresários são empreendedores por natureza, uma vez que sua tarefa diária de comprar, vender, treinar pessoas, coordenar equipes etc, têm muita complexidade e são tarefas difíceis. Da mesma forma que um executivo tem que tomar decisões, coordenar equipes, liderar.

Um inventor, que em seu quarto desenvolve um produto depois de várias tentativas e erros, produto esse, que será consumido e utilizado pelas pessoas também é um empreendedor? E aquele outro que teve o mesmo trabalho, mas sua invenção não vai sair daquele quarto, também seria?

Todos esses são empreendedores segundo o dicionário.

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Estava dirigindo e avistei um sujeito de moto, com compras de supermercado nas mãos. Quase não se via a moto, pensei que tinha inventado sacolas voadoras, mas na verdade ele estava realizando uma tarefa dificílima e segundo o dicionário ele também é um empreendedor.

Um voluntário do Programa Médico Sem Fronteiras realiza uma tarefa dificílima, longe de sua casa, sujeito a morrer de doenças, bombas etc, e ainda mantém à calma para salvar vidas, é um empreendedor?
Um professor que transforma a vida das pessoas com sua sabedoria e ensinamentos também é um empreendedor? Uma vez que não é uma tarefa fácil, muito pelo contrário.

Todos esses são empreendedores segundo o dicionário.

Quando todos que executam tarefas difíceis são empreendedores, o que então os diferencia?

Mais alguns exemplos:

O dono do hospital é tão empreendedor quanto seus médicos, pois executam tarefas difíceis? O fazendeiro é tão empreendedor quanto seu capataz?

Assistindo TV ouvi que o governo tem um local onde você busca novas vagas de trabalho, que se chama trabalho e empreendedorismo. Ou seja, arranjar emprego não é uma tarefa fácil, e faz sentido para o governo entender que esse departamento é de empreendedorismo.

Estou tão confuso, que começo a acreditar que somos loucos! Como podemos levar mais de 5 mil anos para conhecer uma PALAVRA que define o que “todos” nós somos?

A palavra empreendedor virou doce na boca de criança, pronunciada e adotada por todos, e no fim todos são iguais.

Volto à pergunta:

O que diferencia quem é ou não empreendedor?
Quem teria a sabedoria e credibilidade para apontar quem é ou não empreendedor?

Como uma PALAVRA pode ter a força para mudar o mundo e nunca há tínhamos ouvido?

Por outro lado há algumas palavras que as pessoas se afastam como por exemplo VENDEDOR. Poucas pessoas dizem “SOU VENDEDOR”, como se essa palavra fosse um palavrão e o depreciasse. Então, o vendedor diz sou um empreendedor.

Simples!

Outro dia um antropólogo numa palestra disse que ao lhe perguntarem o que ele fazia e ele disse que era antropólogo. Veio a pergunta: mas o que você gostaria de ser?
Ele acabou por montar uma empresa e se tornar um empreendedor e hoje brinca com essa história.

O fato é que todos querem ser empreendedores e podem ser.

Mas, na minha opinião além dos vários pontos que apresentei acima, há outros em especial muito importantes que acredito serem na direção do que seria um empreendedor.

– Tomador de risco! Tomar risco para si, é uma característica forte do empreendedor.

– Não seguir ordem de forma alguma também é uma característica do empreendedor.

Empreender não é uma coisa fácil, exige de cada um muito mais que das pessoas “normais”. Abre-se mão de muitas coisas, sempre sendo questionado por todos uma vez que somente ele vê o que vê. As pessoas só veem o óbvio quando lhes mostramos.

– Os empreendedores conseguem envolver e conectar mentes.

– Eles têm uma capacidade de trabalho incrível e mesmo sentindo medo eles seguem em frente, enquanto a maioria das pessoas travam.

– Ele não tem medo de perder seu emprego, sua empresa, de nada. Ele é um super homem sem a visão de raio X, mas com super poderes. Ele é super porque assume para si a responsabilidade.

– Ele lidera o seu time para o seu rumo. Seu time confia em suas decisões e as segue. Seu time se contagia e colabora. Seu time joga em grupo, não seguem trilhas isoladas.
Seguem o líder.

– O empreendedor é um líder por natureza.

Bom, depois de muitos pontos para reflexão, posso ver que nem todos citados são empreendedores. Assim como nem todo empresário é um líder e nem todo executivo é um líder.

Creio que vamos fechando um pouco o círculo, com algumas características fundamentais do empreendedor.

– Capacidade de assumir e tomar decisões difíceis.
– Realiza e executa tarefas difíceis.
– Ser um líder inspirador.
– Tomar o risco para si.
– Trabalhar mais que todos.
– Seguir seu caminho mesmo sentindo medo.
– Gostar de gente.
– Não segue a cabeça de ninguém.
– Aprende e Toma suas próprias decisões.
– Ele é um eterno estudante, aprendendo sempre.

Acho que aqueles que conseguirem se encaixar nas características acima podem se considerar um empreendedor na minha opinião.

Claro, que se trata apenas da minha opinião,

e a sua?

E se qualquer cidadão comum pudesse investir em Startups pela Internet?

E se qualquer cidadão comum pudesse investir em Startups pela Internet?

Qualquer cidadão pode investir em startups?

Finalmente, a Comissão de Valores Mobiliários americana, a SEC, aprovou na semana passada o Title IV do JOBS Act, legislação que torna possível o equity crowdfunding nos EUA.

Para quem ainda não sabe o que isso significa, imagine que uma startup como o Uber, ou o EasyTaxi por aqui, além de pegar dinheiro com os tradicionais fundos de investimento, pudesse também captar com milhares de motoristas ou taxistas espalhados pelos seus mercados de atuação.

Embora mais de meio bilhão de reais tenham sido investidos em startups pela Internet em 2014 nos EUA, o mercado norte-americano ainda estava restrito aos chamados accredited investors, o equivalente ao conceito de investidores qualificados por aqui – na prática, pessoas com renda ou patrimônio o suficientemente grande para saberem os riscos desse tipo de investimento.

No Brasil, o equity crowdfunding já é possível desde 2010, mas só em 2014 foi posto em prática quando o próprio Broota, plataforma de investimento coletivo que fundei no mesmo ano, realizou uma Oferta Pública com dispensa de registro (Instrução CVM 400) para captar os R$200 mil que necessitava para testar o negócio.

Nove meses se passaram e outras quatro empresas levantaram capital sementeatravés do Broota, num total de aproximadamente R$ 1,5 milhões investidos. Nesse período, 170 investidores aportaram em média R$ 4.843 em troca de Títulos de Dívida conversíveis em ações.

Claramente, o mercado ainda é muito pequeno por aqui (menos que 0,3% do americano), mas felizmente uma série de atores locais têm percebido a importância do tema para o desenvolvimento do mercado de capitais e da economia como um todo.

O mais importante deles, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tem intensificado seus estudos e conversas com atores do mercado na expectativa de aprimorar a regulamentação da atividade.

Instituições como SEBRAE, SENAI, Aceleradoras e Incubadoras estão também cada vez mais engajadas em iniciativas de fomento ao crowdequity, outro dos tantos termos utilizados para descrever o mercado.

A nova legislação americana, que deve entrar em vigor nos próximos 60 dias (junho de 2015), dividiu as Ofertas em duas categorias: a Tier 1, para emissões de até US$ 20 milhões por ano; e a Tier 2, para até US$ 50 milhões no mesmo período.

Embora no Brasil as Ofertas estejam limitadas a R$ 2,4 milhões por ano, o que por si só diminui muito o risco sistêmico para o mercado, há sem dúvida muito o que se aprender com os principais pontos do tão esperado Title IV do JOBS Act:

  • Qualquer Pessoa Pode Investir: Agora, não apenas investidores qualificados podem investir em startups pela Internet, mas também amigos, familiares, consumidores… Enfim, qualquer um, independentemente de sua renda, pode também apostar em negócios inovadores. Entretanto, os investidores de emissões superiores a US$ 20 milhões (Tier 2) terão algumas restrições, conforme abaixo;
  • Limites de Investimento: Para as ofertas enquadradas no Tier 2 (de US$ 20 a 50 milhões), os investidores não poderão investir mais do que 10% do seu patrimônio ou faturamento anual. Já para as ofertas menores que US$ 20 milhões não existem restrições;
  • Comprovante de Renda: Comprovantes de renda emitidos por terceiros não serão mais necessários. A legislação americana aceitará comprovações auto declaratórias, o que diminuirá bastante a burocracia envolvida;
  • Possibilidade de Divulgação da Oferta: As startups poderão divulgar abertamente em mídias sociais e demodays que estão captando investimento. No Brasil, ainda há uma série de restrições à divulgação das Ofertas, que deve respeitar os mesmos princípios de um IPO de centenas de milhões de reais na Bolsa de Valores (o que não faz sentido!);
  • Aprovação de Material Publicitário da Oferta: Como já ocorre em grande medida no Brasil, as empresas nos EUA serão obrigadas a protocolar seu material para investidores junto à SEC. Tanto lá como aqui, esse é um ponto preocupante para o desenvolvimento do equity crowdfunding, pois não apenas aumentará o custo financeiro da operação, mas principalmente o custo de exposição estratégica desses pequenos negócios;
  • Teste de Mercado: Bastante interessante é a possibilidade que a SEC concede às empresas que queiram testar o apetite dos investidores ao negócio. Similar ao processo que no Broota chamamos de “roadshow”, mas sem os custos de advogado e com o protocolo da oferta, as empresas podem pegar intenções de investimento pelas plataformas online antes de abrir ao público;
  • Obrigatoriedade de Prestação de Contas: Essa também é uma questão bastante sensível para o sucesso do mercado, já que startups têm mais necessidade de proteger informações estratégicas enquanto não chamam tanta atenção da concorrência. Acertadamente, a SEC isentou de qualquer obrigatoriedade de prestação de contas as ofertas inferiores a US$ 20 milhões. Para o Tier 2, entretanto, será necessário o envio de relatórios semestrais aos investidores. Apesar de não obrigatório, consideramos de extrema importância que os empreendedores mantenham um relacionamento transparente com seus investidores e reportem os avanços da startup periodicamente;
  • Limite de Sócios: Outro importante avanço da legislação foi o aparente fim do limite de 2.000 sócios por startup. Tal restrição fazia com que, na prática, os investimentos mínimos fossem mais altos. No Brasil esse é também um dos grandes desafios a serem superados, pois no momento da conversão em S/A, se as empresas tiverem mais do que 20 sócios, passam a incorrer em custos como, por exemplo, a publicação de demonstrações financeiras em veículos impressos;
  • Possibilidade de Cessão dos Valores Mobiliários: Assim como também ocorre no Brasil com os Títulos de Dívida Conversíveis, a legislação americana permite que as ações vendidas pela internet sejam negociadas livremente por seus detentores, embora cada empresa possa individualmente impor certas restrições.
  • Fundos não participam: Empresas de investimento, como fundos de private equityventure capital, etc. não podem utilizar o Title IV do JOBS Act para captar investimento. Também no Brasil estas organizações não podem configurar-se como Microempresas (ME) ou Empresas de Pequeno Porte (EPP), as duas classificações permitidas pela CVM para uso da dispensa que permite o equity crowdfunding no país.

A aprovação do equity crowdfunding deve destravar um mercado bilionário nos EUA, aquecendo ainda mais este mercado de capital semente que, nos últimos tempos, tem visto o valor das empresas aumentar significativamente.

Por aqui, onde a oferta de investimento está longe dos padrões americanos, uma legislação favorável ao setor teria muito a contribuir com a inovação e o crescimento da economia.

Dicas para uso de celulares 

Sabia que o seu celular pode ler textos para você? Ou que ele pode piscar o flash da câmera para sinalizar notificações? Ou que ele é capaz de desligar sua música automaticamente quando você quiser? A Foxnews compilou uma lista com algumas das funcionalidades “escondidas” mais legais dos smartphones Android e iOS. Confira: 

Desligar a música automaticamente

Se você gosta de ouvir música antes de dormir ou durante um trabalho, saiba que é possível fazer seu telefone desligá-la automaticamente, assim:

iOS: No aplicativo Relógio, selecione “Timer”, depois “Quando o tempo acabar”, e então “Parar de tocar” no final da lista.

Android: No player de música, vá em “Settings”, procure “Music auto off” e determine um período de tempo.

Outras maneiras de tirar fotos

Os aplicativos de câmera têm alguns segredos interessantes que podem ajudar na hora de fotografar.

iOS: Se o seu fone de ouvido tem controle de volume, o botão de aumentar o pode ser usado para tirar fotos.

Android: Nas configurações da câmera, vá em “Controle de voz” e ative-o. Assim, é possível tirar fotografias usando frases como “Xis!”.

Piscar o flash da câmera quando chegam notificações

Uma maneira silenciosa de ver quando chegam mensagens no seu celular é usar o flash da câmera. Para isso:

iOS: Vá em “Configurações”, “Geral”, “Acessibilidade” e então em “Piscar LED para alertas”.

Android: Vá em “Configurações”, “Acessibilidade” e “Notificações flash”.

Ler textos

iOS: Nas configurações, vá em “Geral”, “Acessibilidade” e ligue o VoiceOver. Ele possui várias opções para velocidade e volume da fala, por exemplo.

Android: Em “Configurações”, “Acessibilidade”, ative o TalkBack. Se o seu dispositivo não tiver essa opção, ele pode ser baixado na Google Play. Quando ativado, seu telefone lê tudo o que você tocar na tela. 

Customizar os padrões de vibração das notificações

Com essa opção, é possível saber qual notificação você recebeu sem nem tirar o celular do bolso.

iOS: Vá em “Configurações”, “Sons”, “Toques” e “Vibração”. É possível até mesmo batucar padrões para utilizar.

Android: Selecione um contato em sua agenda. Na parte “padrão de vibração” é possível escolher um padrão pré-definido ou criar um novo. Se o seu telefone não tiver essa opção, há aplicativos gratuitos como o Good Vibrations que permitem fazer isso.

Bloquear ligações e mensagens de contatos

Se algum número estiver tentando entrar em contato de forma muito insistente, saiba como bloqueá-lo:

iOS: No aplicativo de ligações ou FaceTime, selecione o contato e marque “Bloquear essa pessoa” e depois “Bloquear contato”. Se o número ainda não for um contato, aperte o botão info e então marque “Bloquear essa pessoa”, depois “Bloquear contato”. Para bloquear mensagens, basta seguir o mesmo procedimento no aplicativo de mensagens.

Android: Vá em “Configurações”, “Chamadas”, “Bloquear chamadas”. Em “Chamads recebidas”, vá em “Lista de bloqueio” e crie uma nova inserindo o número ou escolhendo de sua agenda de contatos. Também é possível fazer isso por meio de aplicativos como o Privacy Star

Fonte: Olhar Digital

Resiliência: o quê, Por quê, Como

Escrito por: 
  • Alex Anton


“Mais do que educação, mais do que experiência, mais do que treinamentos, o nível de resiliência de um indivíduo determinará quem terá sucesso e quem se perderá pelo caminho. Isso é verdade para pacientes com câncer, é verdade para atletas olímpicos, e é verdade para executivos e empreendedores na sala de reunião”, afirma Dean Becker num artigo de 2002 da Harvard Business Review. Resiliência, portanto, é a habilidade de controlar sua resposta a situações física ou mentalmente estressantes. A ciência mostra que quanto mais resiliente o indivíduo é mais longe ele irá na sua vida pessoal e profissional. Faz sentido. Sucesso é a o reflexo de inúmeras quedas e derrotas que foram encaradas como oportunidades de aprendizado e crescimento.

Na minha experiência convivendo e trabalhando com indivíduos extremamente talentosos – em Harvard, na Nestlé, na McKinsey, na Fullbridge e pelo mundo – fica claro que os mais interessantes são aqueles que passaram por adversidades as vezes pesadas e tiveram força para se reerguer ainda maiores. Eles tem uma energia interna contagiante, empatia e humanidade ao mesmo tempo que demonstram força e determinação certeira. Exemplo? Liz Kwo, minha colega e co-coach no programa que recentemente concluímos em Shanghai pela Fullbridge: nascida em Taipei de mãe solteira, pobre, imigrou ilegalmente aos Estados Unidos com a mãe e a irmã quando ainda bebê. Em San Francisco, onde chegaram de navio, moravam numa garagem enquanto a mãe suava em empregos simples para trazer comida pra “casa”. Ela tinha tudo pra dar errado na vida, mas hoje suas paredes ilustram diplomas da Stanford, Harvard Medical School e Harvard Business School, simplesmente as melhores instituições de educação do mundo. Como? Porque ela sabia que sua única chance seria através da educação e mérito, o qual ela demonstrou sempre sendo a aluna mais engajada, curiosa e determinada. Escutando ela falar fica claro que sua jornada não foi fácil ou romântica, mas ela diz “toda vez que eu me sentia como uma perdedora, alguém marcado para falir, viver na pobreza e ser uma vítima de um mundo injusto e cruel eu fechava os olhos e lembrava que o esforço da minha mãe tinha que valer a pena, e aí eu liberava a fera dentro de mim”. É inspirador escutar isso dela, ainda mais porque suas palavras saem sem dor ou rancor; ela conta sua história com orgulho, suavidade, humanidade ilustrada com vulnerabilidade e determinação para continuar em frente.       

Claramente, o indivíduo resiliente não é aquele que evita stress de toda e qualquer forma, mas sim aquele que aprende como controlá-lo e transformá-lo em energia produtiva. A pessoa resiliente provavelmente entortará, mas não quebrará, quando confrontada com adversidade, traumas, tragédias e ameaças. Ela é, na maior parte do tempo, ativa e não passiva em relação ao o que acontece a seu redor e em sua vida, sempre acreditando ser autora do seu presente e futuro, e não uma vítima do seu passado.

Bom, mas felizmente muitos de nós não passaram por situações dramaticamente impactantes que balancem nossos valores e nos façam questionar nossa missão no mundo, o que frequentemente se ouve de gente extremamente resiliente (já ouviu a história de alguém que sobreviveu um grave acidente ou doença?). Então, o que fazer se sua vida é confortável e relativamente linear? Os cientistas Steven Southwick e Dennis Charney, da Yale University School of Medicine, recomendam 4 estratégias comprovadas cientificamente para dar um boost em sua resiliência:

Trabalhe com seu físico: fisiologicamente, atividade física moderada promove a liberação de endorfina e dos neurotransmissores dopamina e serotonina, os quais reduzem sintomas de depressão e melhoram o humor. Um experimento com animais mostrou que correr frequentemente diminui fobias diversas e aumenta a coragem para exploração de novos ambientes. O recomendado é uma hora e 15 minutos por semana de atividade aeróbica intensa como corrida e natação, ou duas horas e 30 minutos de atividades moderadas como caminhada, por exemplo.

Aceite desafios e saia da zona de conforto: dar uma passo além do que você normalmente faria, seja nas férias, no final de semana, ou no trabalho, estica sua zona de conforto e potencialmente aumenta sua segurança. Não há limites e cada um sabe o que isso significa para si, mas pode ser vencer um medo, fazer uma apresentação num idioma novo, explorar um outro país com poucos recursos e infraestrutura, ou começar a dizer não ao invés de sempre se moldar para agradar os outros.

Medite, e desenvolva uma visão positiva do mundo: meditar frequentemente pode lhe trazer clareza, foco e facilitar a priorização de onde investir sua energia. Meditar lhe conecta com o presente, evitando lamentações sobre o passado e preocupações excessivas com o futuro. Isso comprovadamente reduz o stress e lhe permite maior controle sobre sua vida e decisões, lhe tornando uma pessoa mais segura e determinada.

Amigos & relações humanas: finalmente, a última tática para aumentar resiliência o estimula a passar mais tempo com pessoas com as quais você demonstra aceitação, respeito e admiração mútua. Só funciona, no entanto, se você estiver realmente conectado aquela pessoa e poder contar com ela para conselhos, dicas ou apenas um ombro amigo. Ajuda se sua network for recheada de indivíduos que são exemplos de resiliência em pessoa, pois você terá role models a observar e seguir. Imitar comportamentos e práticas que deixam os outros mais fortes também pode ser de alto valor. Por exemplo, quando estiver desanimado e pronto pra desistir vale lembrar que existe uma “fera” dentro de cada um de nós, como diria minha colega Liz.

Finalmente, escrever sua história ciente de que você é autor e protagonista, de que você decide gastar mais tempo comemorando pequenas vitórias do que lamentando sobre como o mundo é injusto com você, aumenta sua motivação, determinação, produtividade e, ultimamente, felicidade. É por isso que as universidades e empresas mais concorridas do mundo esperam escutar histórias de superação e resiliência em seus processos seletivos. Dado tudo isso, eu pergunto a você, leitor, e também a mim mesmo: qual o próximo capítulo?

 

Alex Anton é MBA pela Harvard Business School e tem no seu currículo empresas como Nestlé e McKinsey & Company. Já morou e trabalhou no Canadá, Alemanha, Suíça, Indonésia, Estados Unidos e China. Além disso, é entusiasta da meditação, fotografia e corrida. Suas ideias podem ser conferidas no blog http://www.transforme.is

Planalto quer sobretaxar rotatividade no empresa.

Essa é de doer!

Mostra o quanto os imbecis do governo e políticos não sabem o que é, como funciona e para que serve uma empresa. 

Acreditam que a empresa deseja rotatividade e a faz de propósito. Acreditam que a empresa deve manter seus empregos independente de ter ou não condições para isso e acreditam que a empresa nasceu para isso. Gerar empregos. 

Não é assim que funciona imbecis. 

Esclarecendo: 

Empresa nenhuma quer ficar trocando seus funcionários. O fazem por diversos fatores, entre eles a perda de contratos e clientes, sazonalidades, baixa produtividade dos empregados entre outros. 

A rotatividade por si só já custa caríssimo a empresa, ao terem que promover novas rodadas de entrevistas, treinamentos etc, além das multas pela demissão no empregado. 

A empresa gera empregos, para adicionar competências afim de atender a solicitação de seus clientes. Competências diversas são necessárias para que a empresas possa cumprir seu papel, que é atender as necessidades de seus clientes e gerar lucro com isso. 

Então, desenhando melhor, a empresa existe para atender a necessidades do mercado e pessoas, ganhar dinheiro com isso e para tal, contrata pessoas com qualificações e com competências adicionais para que essa meta seja atendida. 

Quando o mercado e as pessoas deixam de comprar seus serviços ou produtos, não se faz mais necessário a mão de obra! Simples assim.

Quando o país fica estagnado e não tem investimentos o mercado não cresce e se contrai. As pessoas deixam de consumir, daí a manutenção de empregos é impossível. Sob pena de quebra da empresa!

É lamentável que um país entenda tão mal o verdadeiro papel de uma empresa.